sexta-feira, 15 de julho de 2011

O teatro da dor... a maldição dos mundo

Uma noite sem lua
Uma noite em que a neve cai
E parece que nunca ouve sol
Um teatro entre o frio e abandono

Eis que um moribundo ensaia o ato principal
Representando a paixão mórbida
Seus trajes rasgados pelo tempo sua pele
Tem a cor dos mortos

Entre as trevas e o silencio da noite
Declamando seus versos para a morte
Do trágico amor humano
Sob a luz de velas feita de sangue de virgens

Sua voz ecoa como um flagelo em um mundo
O teatro destruído pelo fogo infernal
Ainda com a platéia assistindo
Hoje tem apenas fantasmas o assombrando
Um mausoléu de sonhos destruídos

A morte se deleitando com o prazer da destruição
Na sua face o sorriso de satisfação
Por mais uma alma que levou
Mas um amor que ela levou

O moribundo o eterno escravo da morte
Faz o papel principal da peça
Uma rosa vermelha jogada pela morte no palco
A amante de lúcifer...

Toda noite a mesma peça é encenada
Sob o solo maldito do teatro Royale
O teatro da dor...

2 comentários:

  1. "O teatro destruído pelo fogo infernal
    Ainda com a platéia assistindo"

    É o teatro dos sonhos que queima eternamente e aprisiona a alma dos alí presentes, transformando-as em um misto insano de dor e prazer...mas que revela o verdadeiro sentimento da alma. Ótimo poema.

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